Vai ao encontro do teu irmão perdido.

Chove lá fora mas dentro de mim habita o calor de iniciativas brilhantes como esta. A Igreja abre portas, move-se e oferece ao povo a misericórdia. Intervém através da proximidade, o melhor e maior trunfo para chegar aos corações mais perdidos. Um simples autocarro é estacionado na azáfama diária da vida, onde todos o possam ver e desafia cada um a entrar e a receber a bênção, caso pretendam. A desculpa da falta de tempo ou da distância é assim solucionada com a oferta próxima que a Igreja oferece do perdão e do reencontro com a misericórdia de Deus. Basta que o nosso coração a deseje tanto quanto a que Deus pretende dar. E, estando eu também perdida, encho-me de humildade e reconheço que as dificuldades que me esmoreceram foram mais fortes que a minha fé. Reconforta-me a certeza que trilhei cedo demais o caminho a que tantos chamavam de louco e de errado. Que recomece uma nova fornada de fé e que o espírito ecuménico nunca me abandone!

The Mercy Bus. (s)

Estamos a encontrar as pessoas onde elas estão, estamos estacionados ao lado das suas vidas.

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Happy New Year.

Começa assim um novo ano na minha vida. Sabe bem fazer anos. Sabe bem recomeçar. Este sentimento que aspira mudanças, que oferece a sensação de ser, ou poder ser, mais capaz, mais determinado, mais prático, mais produtivo. Nasci no Inverno Primaveril e sinto que a minha alma é feita dessa necessidade de brotar vida a cada amanhecer. Olho para traz e gosto do que vejo. São dores e flores que me enchem a vida de histórias para relembrar junto dos que me dizem tanto. São momentos que temi, outros que lutei, outros que sonhei. São desejos adiados, outros concretizados e tantos reformulados. Pessoas que chegaram e partiram, outras que chegaram e permaneceram, outras que fugiram sem dizer nada. Tudo vidas que se tocaram e transformaram de alguma forma. Cresço com preocupações típicas de adultos, com ansiedade face a um futuro cada vez mais instável, mas faço por carregar, dentro do meu coração, o melhor sentimento que um dia me deram a conhecer: a esperança. Creio na esperança activa que me faz secar as lágrimas da noite, que me renova a confiança a cada manhã, que me faz reconhecer o bem no meio do mal. Creio na esperança que me forra o ser de coragem quando me sinto desfeita, que me faz ter fé na humanidade quando esta se perde, que me faz permanecer fiel num caminho tantas vezes tenebroso. Com ela faço modelagens de amor, cultivo o bem, voa na minha criatividade. E não quero que seja de outra forma. Que este recomeço me traga frutos deliciosos das sementes que tenho vindo a plantar, que me encha de força e coragem para continuar a minha luta profissional e que me transborde de amor nas relações que mantenho com as minhas pessoas. É tão bom isto de viver… oh! se é!*

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