“Um ser quando encontra a sua própria Luz, todo ele… brilha.”

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El libro de la vida es una aventura increíble que se extiende por tres mundos fantásticos donde debes enfrentar tus miedos más grandes!” 

Não arranjo melhor descrição para resumir o filme The Book of Life. Começamos com animação bem diferente daquela a que estamos habituados, uma vez que harmoniosamente fundem a tecnologia com a tradição. As personagens deste filme lembram muitas vezes bonecos de madeira que existiam na infância das crianças dos anos 80 e afins. Senti uma nostalgia boa aquando da união desses dois mundos.

Usaram como cenário principal uma tradição mexicana que tanto me suscita admiração e curiosidade: o dia dos mortos! Nunca tinha abordado o significado desta efeméride da forma como Guillermo del Toro sabiamente o fez, razão pela qual surgiu em mim ainda mais vontade de participar na mesma.

O argumento é leve mas poderoso do ponto de vista da mensagem que quer passar e deixar em cada um de nós. Os risos brotam facilmente, a ternura que brota das personagens é gigante e a banda sonora embala-nos e acerta-nos em cheio na alma. Facilmente nos identificamos com o filme.

Dificilmente ficamos indiferentes ao jogo de cores e à alegria que daí emana. The Book of Life é uma réplica, arrisco-me a dizer, perfeita de uma celebração milenar que tem tanto de encantador e belo. Desde os mariachis às pinturas faciais, desde as decorações das campas às fardas utilizadas, desde representações de deuses a pequenos animais domésticos super carinhosos, é a um filme como este que atribuo o verdadeiro significado de filme de animação. O amor e a amizade estão presentes, bem como o mal, o medo e as suas repercussões. Abordam a morte de uma forma bonita e poderosa, incapaz de atingir e de se sobrepor ao maior e melhor sentimento do mundo: o amor.

É bonito e eu estou pelo beicinho! Aposto que ficarão também.*

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