Deixa ir.

Quando o mundo teimar em vincar a mesquinhez, o poder desmesurado e a loucura insana de quem se encontra perdido dentro de si mesmo, deixa ir. Quando decidirem atacar através de posições estrategicamente cobardes, deixa fluir. Quando se refugiarem em doenças mentais para esconderem lacunas sentimentais e te atacarem injustamente, compadece-te. Quando olhares em volta e te sentires a sufocar num ar pesado de ganância, intolerância, falta de sapiência e conflitos, deslumbra-te. É sinal que a tua alma se encontra num nível muito mais elevado de descoberta, gratidão e conhecimento do verdadeiro significado da vida. É prova de que a tua essência e o teu foco se encontram unidos. Não estás a ser arrogante. Estás a ser consciente. Agarra-te a isso e não desistas. Não estás errado. Não és ingénuo demais. Se os outros não vibram através do amor, haverão de lá chegar. Dá o teu exemplo. Sê fiel ao que és. Vive a cores, mesmo que teimem em fazer prevalecer o preto e o cinza. Deixa ir. Deixa-te ir.

Anúncios

Perdoar.

Pela manhã, aquando das divagações normais pelas redes sociais, deparei-me com este belo texto:

uma coisa que termina não é, necessariamente, uma coisa que não deu certo. tal como um ponto final não é necessariamente um vazio. fim não é sinónimo de erro, fim não é sinónimo de falha, fim não é sinónimo de más decisões, de más escolhas, de má sorte ou de más pessoas.

dentro de um fim cabe um mundo de coisas/pessoas/vidas que deram muito certo. dentro de um fim cabe uma estrada que passou por muitos e bons lugares e que, hoje, apresenta outras vias, outros sentidos, outros rumos. dentro de um fim cabe muito Amor, muita Vida, muito sol, muitos dias bonitos que apenas passam a ter outro nome e outra morada dentro do nosso peito.

olhar para o que termina como uma falha, um azar, uma culpa sem fim e um aperto que não deixa respirar e ver (um bocadinho) mais longe, é o mesmo que não acreditar nas voltas certas que o mundo dá. é o mesmo que desaprender a conjugação do verbo confiar. e é o mesmo que deixar morrer cá dentro, o lado bonito que acredita em finais felizes – os que abrem sempre novos recomeços. |às 9 no meu blogue|

dfa121b5ab0a7ef3b9b831830bae06fd

Por vezes o que nos falta é que alguém, do alto da sua humildade com foco na nossa dignidade, não hesite em dizer, com amor e confiança em nós, que os erros, as falhas e os percalços não nos definem para sempre, não nos determinam uma vida sem soluções, sem hipótese de sucesso. E palavras tão simples e verdadeiras podem ser os desbloqueadores de que necessitávamos para dar o passo determinante, o passo da mudança que ansiamos alcançar.

Já num estado de descompressão de fim de dia, em que o sistema de alerta deixa de funcionar e nos entregamos ao simples acto de acompanhar o movimento de uma bola durante 90 minutos, surge em jeito de banda sonora a Future Days, dos Pearl Jam. Numa ligação emocional imediata aos primeiros acordes, sem saber bem como ou porquê, percebi que o alinhamento da mensagem do texto anterior se desenrolava de forma magnífica. Não podia ser coincidência.

E, como não há duas sem três, já dizia o ditado popular, a noite reservou-me uma Masterclass da Dharma5 Academy com a Diana Gaspar, sobre o tema Descobre o caminho do Perdão. Após conteúdos programáticos pertinentes, um exercício libertador de desbloqueio e desintoxicação emocional que funciona como um banho de alma.

Juntando estes pequenos nadas que a vida me foi reservando ao longo do dia, adormeço com a certeza de que os seus trilhos são mais sábios que os meus. Entrego-lhe assim a confiança de que, lá na frente, seja essa frente amanhã ou daqui a uns valentes anos, tudo se explica, tudo encaixa, tudo é o que tem de ser!

ec51b4abd4413555267c469ccd4f4c8e